Abuso no metrô: terrível pras mulheres, engraçado pra Globo, fetiche pra Playboy

Dias atrás, rolou um bafafá por conta do quadro Metrô Brasil, do programa Zorra Total, em que personagens mulheres são assediadas sexualmente no metrô de forma engraçada, como nos trechos abaixo.

O programa faz sucesso e já tem Playboy com ensaio nu com uma das atrizes dentro de um vagão com capa que diz “A passageira mais gostosa do metrô do Zorra Total”. Esta matéria resume: “Nas noites de sábado, a ‘Mulata Difícil’ exibe sua sensualidade por entre os vagões do Metrô do Zorra, deixando não só o Angolano louco, mas também os marmanjos do sofá que imaginavam o que ela poderia esconder. E para aqueles que enchiam os olhos com o charme de Desirée na Globo, poderá se deliciar com as visões das curvas da mulata em casa, que posou em um ensaio realizado numa estação de metrô desativada de São Paulo.”

Playboy metrô Desireé Oliveira

As funcionárias do metrô de São Paulo (representadas pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo) enviaram uma carta de repúdio à Rede Globo, pedindo que “seja tirada do ar a parte que faz alusão ao assédio feminino, como se fosse algo engraçado” (mais nesta matéria), dizendo que o quadro “banaliza o assédio sexual, problema enfrentado com frequência por mulheres que utilizam o transporte público coletivo”.

Elas tiveram o apoio da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SPM), que disse: “Parabenizamos a iniciativa e endossamos a necessidade de debater e ações como esta, que visam desconstruir discursos de uma cultura que, até mesmo camuflada de humor, perpetua a violência simbólica contra as mulheres“.

Muita gente apareceu falando em censura, exagero, falta de senso de humor.

Tenho pra mim que essa gente não conhece muito bem a realidade das mulheres que usam transporte público. Que nunca foram encoxadas por espertinhos, nem tiveram mãos bobas tentando apalpar sua bunda (preciso reiterar?) contra sua vontade. Alguma mulher que me lê neste momento nunca passou por um constrangimento do tipo no transporte público? Eu, infelizmente, já passei, e mais de uma vez.

Como esta moça desta notícia, que passou mal e sofreu um pequeno desmaio depois de um homem no metrô “retirar o pênis ereto para fora das calças, comprimindo-o contra as nádegas da jovem”. No horário de pico do metrô, no meio do vagão lotado. Nego botou o pinto pra fora e encoxou a fulana, que passou um nervoso tamanho que desmaiou. Alguém aí tá achando engraçado? Alguém tá achando excitante?

E não estamos falando de um homem bronco e ignorante, como as pessoas que nos acusam de exageradas gostam de generalizar. O rapaz do pinto pra fora era um advogado (ou seja, formação superior), bem vestido (diz a reportagem que estava vestindo um terno). E isso tudo depois do pronunciamento das metroviárias e da secretaria, ou seja, quando o assunto com grande visibilidade.

Ninguém aqui está acusando o programa ou a revista de serem os responsáveis pelos abusos a mulheres no metrô, vejam bem. Aliás, o tema só faz parte do programa por ser um problema pra lá de corriqueiro. Só o fato de existirem vagões só para mulheres no metrô do Rio de Janeiro (e parece que em outros estados também) já prova isso.

O que estou tentando destacar aqui é que tanto a Playboy quanto a Globo estão sendo altamente irresponsáveis e prestando um tremendo desserviço às mulheres ao reforçar este comportamento machista, abusivo e dominador, ao alimentar a fantasia dos “marmanjos” ou tratar o problema com deboche, como se não fosse nada sério.

Update: termino o post com o depoimento da moça assediada pelo advoago no metrô: “Só quem já sentiu na pele a humilhação de ter um sujeito se esfregando contra o seu corpo sabe a tristeza que é. Tem gente que acha engraçado, mas eu, se eu pudesse, tirava [o quadro] do ar” (depoimento à Folha).

25 thoughts on “Abuso no metrô: terrível pras mulheres, engraçado pra Globo, fetiche pra Playboy

      1. Não sei o que é pior: Achar que porque passa algo na tv, vao fazer na vida real, ou o fato de alguém achar graça no zorra total.

        Acho a 2 opcao pior.

    1. Engraçado q SEMPRE tem neguim q vem dizer A MESMA COISA nesses casos. “Eu assisto e não saio fazendo por aí”, THEREFORE, invalido tudo oq vc escreveu nesse texto, ok? Isso pq no texto diz justamente q não se está culpando o programa pelo assédio… Reflexão zero. Interpretação de texto zero. Noção zero.

  1. “Zorra Total” é um programa de manipulação da massa, assim como as novelas da Globo e a maioria dos seus programas, eles não tem nenhum respeito pelos cidadões, eles acham que todo povo é burro, isso é bem evidente ao olhar o tipo dos personagens, o jeito que eles falam alto, com um sotaque exagerado, assassinando o português de propósito. A Globo quer que você ache que é bonito ser burro.

    A questão é que realmente existem pessoas burras no meio do povo, isso em todas as classes sociais, não somente na classe baixa e por ventura acabam por tentar imitar as bizarrices que acontecem em programas acéfalos como Zorra Total. Como nesse caso, um Advogado, que provavelmente deve ter feito faculdade privada barata, hoje em dia, advogado não é mais “doutor”, pode ser qualquer bacaca que pagou uma faculdade barata qualquer por aí. Até isso o Governo está corrompendo. Ele permite que estes tipos de faculdades de garagem exista, porque lhe rende alguns trocados, enquanto que as Universidades Estaduais e Federais, de onde saem os verdadeiros profissionais qualificados, o governo não investe.

    Eu lembro que o Bullyng era considerado engraçado em novelas e programas de humor mais antigos, tais como no Casseta e Planeta que tinha umas piadas preconceituosas. Só depois do Wellington Menezes é que alguém resolveu fazer alguma coisa, como se Bullying fosse algo recente… O Massacre de Columbine foi bem pior e já faz bastante tempo que ocorreu, mas como brasileiro é desinformado por opção, pouca gente sabe disso.

    Então, eu já não me surpreendo com mais nada que sai nessa mídia brasileira bizarra. Eu vou para Dinamarca, Noruega ou Holanda quando eu tiver dinheiro e tomara que seja rápido! Eu não aguento mais essa bosta de país… Uma guerrilheira é a presidenta nessa Ditadura Populista do PT, já vai fazer 12 anos que essa merda tá aí e ninguém percebe!!! E o Tiririca é deputado, toda vez que eu me lembro disso me dá uma “pontada” no coração…

    “País hipócrita, país do capeta!!!”
    Alborghetti

    1. Só para aclarar os fatos: o advogado na verdade é(ra) o Corregedor Administrativo do Poder Executivo Estadual, segundo noticiado. Tudo bem que o serviço público está acessível para qualquer indivíduo formado em “faculdade privada barata”. Entretanto, pela minha experiência de servidor, esses cargos de alto escalão não estão disponíveis para “pés rapados”.
      Quanto à Dinamarca, Noruega ou à Holanda, não se tornaram sociedades respeitosas num passe de mágica – houve muito suor, e principalmente, muito sangue rolou pra que isso acontecesse.
      Em relação à “guerrilheira” e ao palhaço, em primeiro lugar me vem a dúvida se isso não é despeito. Mas em todo caso, é muito simples (como se fosse): é só aparecerem melhores representantes, que esses identificados como escória saiao do páreo.

  2. A sugestão então é controlar o conteúdo do humor ou vetá-lo sempre que um grupos e sentir ofendido? Eu fico feliz que órgãos como o CONAR sempre diminuam os apelos de grupos e classes quando querem tirar algo do ar por se sentirem ofendidos, senão a gente chega num ponto triste de controle da informação de massa.

    É como não querer que filmes tenham assassinato, suicídio ou estupro para não “perpetuar a idéia”. Querer moldar o conhecimento de mundo das pessoas pela informação seleta nos veículos de massa.

    Tanto quanto o quadro faz humor com o caso de assédio, também LEVANTA A DISCUSSÃO sobre ela, o que é bem positivo, visto que têm bem mais audiência que qualquer programa que tentasse fazer isso na “rede cultura” por exemplo com seus impressionantes picos de 2 pontos de audiência. Se tem uma coisa que chama a atenção das pessoas, é o humor. E esse formato de humor “schadenfreude” (achar graça no infornúnio alheio) existe desde a antiguidade, é o humor mais baixo calão e popular que existe. Não foi a globo que inventou a menos que ela seja mais antiga que Platão e Aristóteles falam já discutiam as primeiras noções de como funciona o humor;

    Fora isso, ninguém usa a TV como único meio de informação na vida. As pessoas conversam com amigos e familiares, vivem a realidade, lêem livros e revistas, escutam coisas no radio, aprendem na escola, universidade, trabalho. Você supervaloriza o poder da TV como formadora de opinião. Existe um mito já desde que enfiaram o – já há muito defasado – filme “Muito além do cidadão Kane” na grade curricular de muitos cursos universitários que levaram as pessoas a supervalorizar esse poder que por sinal está cada vez menor.

    A Globo tem sim um enorme alcance de mídia (que faz o preço da inserção publicitária na sua grade ser elevadíssimo), mas não quer dizer que seu poder e influência seja limitado e as pessoas estúpidas. Pra cada ponto de expansão de banda larga no país e cada ano que a nova geração Y envelhece, a TV perde força. É só ver os relatórios de audiência do Ibope, como mudaram. Tv tá em plena estagnação e em sinais de decadência no país QUE MAIS ASSISTIA TV NO MUNDO. Fora o crescimento contínuo dos níveis de escolaridade, distribuição de renda e acesso a outros meios de informação.

    Outra coisa que é irônica é que parece que as pessoas mais inteligentes complicam o óbvio. As pessoas mais simples absorvem o humor chulo com muito mais facilidade e as pessoas inteligentes são levadas a acreditar que porque elas fazem isso estão sendo impactadas no subconscientemente com uma aceitação de que, como no exemplo, estupro é normal porque está no programa de humor na TV. Não é assim que as coisas funcionam. Achar engraçado não significa concordar com a informação!

    É difícil entender que um programa de humor não serve para “mostrar o que é certo”?

    A gente tá chegando nuns ponto de superproteção de pessoas e de informação que tá tornando as pessoas extremamente inseguras, depressivas e despreparadas pra enfrentar a realidade do mundo. E parte disso vem dessa crítica exacerbada a tudo que é dito e produzido artisticamente, como se a influência delas fosse reinar absoluta e como se a arte tivesse, subitamente, um papel maior e belo de ensinar as pessoas o que é certo e belo de maneira óbvia.

    Lembrando que Hitler tentou tornar a arte um “eco” do que seu “intelecto superior” considerava bonito e importante ser perpetuado. Exemplo seguido pela ditadura. E essas pequenas tentativas de “limitar conteúdo” sutilmente nos levam a um controle da informação, tanto quanto vocês acreditam que o humor “sutilmente levam mensagens disfarçadas ao público”.

    1. A autora do texto não incita em nenhum momento que o humor tenha que ensinar oque é certo ou errado, faz uma critica, a banalização de uma situação que infelizmente milhares de mulheres passam, seja em metros, ônibus, ruas etc.
      A questão a ser tratada não é a liberdade de expressão da mídia, e sim a naturalização de situações, que tantas e tantos lutam pra desmistificar, por parte de veículos com tamanha influencia de massa.
      Aqui no brasil tudo se trata como piada, e infelizmente, a analise termina aí. Como se tratar como inocente algo que se dá na pratica. Piada com preto é inocente e o racismo velado não existe. Piada deste tipo com mulher e um machismo nojento.

      O Humor é uma forma de comunicação, e portanto, traz consigo uma construção social. Quantas piadas sobre brancos, de classe media em seus carrinhos Alguem aqui já escutou?

      A reflexão tem de ser menos dualista, a partir da realidade, e não de fantasias de editoriais que um dos oligopolios mais antigos e conservadores do Brasil apresentam.

    2. Cara, foi de mau gosto, foi ridícula, foi desprezível a piada. Você está nos dizendo que você particularmente achou engraçada? Bom, eu não achei.

      …É como nos filmes? É como falar de estupro? Que filme que trata estupro como situação normal e engraçada? Me fala algum aí que eu preciso assistir. Não é “não perpetuar a idéia”, é tratar como se fosse a coisa mais normal mundo.

      Se as pessoas inteligentes concluem coisas erradas e a burras concluem coisas certas, então tem alguma errada nas categorizações aí.

      Que tal o Zorra Total começar a transmitir agora sem parar quadros de homens se agarrando, dando beijo de língua, se apalpando e discutindo detalhes picantes de suas rotinas de forma engraçada? Olha eu suspeito que você não ia curtir muito. Mas eu poderia adaptar seus argumentos a favor da piada do metrô pra defender tal quadro.

      Sou a favor da liberdade de expressão, mas é ilusão crer que ela seja completa. Liberdade de expressão significa vale tudo? Filmes pornográficos hardcore, tutoriais de como fazer sua bomba caseira, e como produzir certas drogas ilegais em casa usando produtos que você compre em qualquer farmácia, são temas que eu tenho certeza que iam dar uma audiência absurda. No entanto nenhuma emissora de tv os passa, porque será dessa repressão toda?

      Claramente existe um limite(explícito ou não) pra liberdade de expressão e de conteúdo. Uma defesa dessa piada deveria localizar esse limite e justificar porque ela se encontra dentro dele, ao passo que uma piada do tipo “Nossa, hoje eu fui atacada na rua, surrada e estrupada por uns 15 caras, foi maravilhoso!” claramente se encontra fora desse limite.

      Uma piada de estupro como essa seria inaceitável, e na minha opinião por muitos outros motivos além de estar “perpetuando a idéia”.

  3. A questão é…. se o nosso país fosse um exemplo (bom) e as pessoas que aqui vivem fossem outros bons exemplos de pessoas/cidadãos, não estaríamos discutindo isso. Acho que os dois lados estão com suas razões (infelizmente).

    Mas seria melhor se nosso povo fosse um exemplo de pessoas com alto nível cultural, de educação, com excelente acesso a informações de todos os tipos e com qualidade, se não tivessemos problemas com segurança, violência, corrupção… se tivessemos uma justiça rápida e praticamente sem falhas, uma polícia confiável… etc.
    Se todos nós fossemos super educados e sempre pensando nos outros, sempre tentando fazer o bem pra todos e não só olhássemos para nosso próprio umbigo… se quisessemos o bem comum. Não teríamos, por exemplo, este problema (além de todos os outros).

    Se fossemos assim e vivessemos num lugar assim… não estaríamos com esse assunto em pauta. Não teríamos mulheres com medo do transporte e do assédio e não teríamos pessoas metendo o pau na mídia ou defendendo o humor ou achando ele um absurdo.
    A questão é… nosso governo é ruim e antes que piore, precisamos mudar isso pra ir melhorando o pais aos poucos… desde o básico: a educação pra todos. Pois, sendo educados e pensando no melhor para todos, um dia, quem sabe… teremos um país que nos dará orgulho e pessoas que sorrirão umas pras outras no meio da rua.

    E vocês? Cumprimentaram seu vizinho hoje de manhã? Deram um gostoso BOM DIA!!! pra faxineira do prédio ou de onde você trabalha? Ou aquele Gari que você vê sempre e limpa as nossas ruas?

    Ouvi uma frase e acho que é valida pra nós brasileiros: Não é o que o meu país pode fazer por mim mas, o que eu posso fazer pelo meu país.

    Gerson Paes / Fotógrafo

  4. Acho muito engraçado como os homens (e apenas os homens, como vi até agora) levantam a voz para enfraquecer o texto da Cintia. Talvez devessem conversar mais com as mulheres que os cercam, de preferência claro, aquelas que andam sozinhas nas ruas, que pegam metrô, trem, ônibus, que chegam tarde em casa e andam tensas reparando em cada movimento das sombras que nelas esbarram. As que restringem o mundo ao ar-condicionado, ao carro blindado, realmente, talvez não tenham relatos.

    Como maioria, dominadora, repressiva e que tenta esconder atrás de frases muito bonitas seu machismo mais bruto o homem de 2011 ainda tenta esvaziar o discurso de quem pede, ao menos, que certas questões sejam discutidas com uma mente mais aberta.

    O texto da Cintia é muito consciente. Bem ponderado. “Ninguém aqui está acusando o programa ou a revista de serem os responsáveis pelos abusos a mulheres no metrô”, diz ela. Não é porque esse tipo de humor existe há muito tempo que não vamos discutí-lo. É isso que querem de nós.

    Quem vive de fato neste país, quem não está cego pela visão burguesa das mostras de cinema pomposas, dos restaurantes e cafés elegantes e caros, quem usa o transporte público, quem repara no povo que tem, sabe que nosso país não é feito de uma massa letrada (nem burguesa, nem pobre). Pelo contrario, o ultimo INAF (indice nacional de analfabetismo funcional), emitido em 2009 pelo ibope – http://www.ibope.com.br/ipm/relatorios/relatorio_inaf_2009.pdf – mostra que apenas 25% dos brasileiros sao plenamente alfabetizados. Se os jogos Panamericanos não passam na nossa querida Rede Globo eles simplesmente não existem.

    Eu não sei o que os homens, esses homens dos quais falo, deveriam ver, ouvir, sentir, para entender o que a Cintia escreveu e descreveu. Mas acho que eles deveriam, ao menos, desconfiar, que estão sendo tão broncos nos seus comentários quanto um idiota que tira o pinto pra fora e bulina uma mulher em um vagão de trem, em um shopping, na rua ou onde quer que seja.

    Achar que um um país que tem mais tvs do que geladeiras (http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL23738-9356,00.html) não está vulnerável à programação escolhida pelas redes de informação… me desculpe, esbarra na ignorância completa do lugar onde se vive e da legislação nele vigente. Não podemos esquecer que a televisão, mesmo a privada, é uma concessão pública. Não é questão de censura, como alguém aí tentou fazer crer. Simplesmente, é como funciona a lei. Qualquer coisa pública deve ser de interesse social, avaliada e avalizada pelo povo. E isso é muito diferente do que fez o Hitler com a máquina publicitária de Goebbels e o talento cinematográfico de Leni Riefenstahl. Os ensejos propagandistas de Hitler inspiram muito mais a publicidade contemporânea – e adjacências como Zorra Total – do que o controle social da mídia.

    Deus, aquele cara gozador, te jogou nesta terra tupiniquim chamada Brasil, amigo, e antes de resolver escrever como se o conhecesse, é de extrema elegância que o tente compreender.

    Quanto ao argumento de que atitudes escrotas tenham relação direta com pouca instrução, acho importante lembrar que os caras que afogaram um rapaz na piscina da USP há alguns anos são hoje doutores formados, que a Susana Rischthoffen, loirinha e bonitinha, estudava na PUC (uma faculdade longe de ser barata). Bom, se procurarmos teremos ainda mais exemplos que derrubam a tese.

    Acho incrível o espaço que a internet nos dá para discussões. Mas falar qualquer coisa, sem pensar, dá vazão a tantos preconceitos… E já que falamos de Hitler, vou aproveitar para lembrar que Goebbels postulou que uma mentira contada várias vezes se tornava verdade… porque achar que um comportamento absurdo, mostrado centenas de vezes com humor, cores e gente bonita, não pode começar a ser visto como normativo? É por isso que estes pequenos abusos não acabam. Ainda há machismo, ainda há preconceito e opressão partout.
    É, mulherada, negros (as), gays, pobres, temos uma longa caminhada pela frente!

    Aos homens que entenderam o recado da Cintia e que, principalmente, não se valeram de outras centenas de preconceitos para reduzir o texto dela, meu muito obrigada. Talvez ainda haja esperança.

  5. Obs.: é claro que, se eu vejo um sujeito desses fazendo uma coisa dessas… o cara vai sofrer na minha mão!! Assim como um que eu peguei uma vez no ônibus e fiz descer no primeiro ponto… detalhe: jogado lá do corredor pra rua.

  6. Cíntia,
    Parabéns.
    O teu texto é brilhante e claro.

    Não podemos permitir que esta heterointolerância se perpetue. E também não podemos ser omisos com esta atual banalização da violência contra a mulher e o homossexual, como a televisão vem fazendo, se escondendo atrás de personagens cômicos (e nada engraçados).
    Outra coisa, estou cansada de ouvir os homens dizendo que é só uma piada. ASSÉDIO SEXUAL NÃO TEM GRAÇA NENHUMA, jamais, em hipótese e contexto algum.
    Vi o link do teu texto no twitter da Lola…
    Parabéns mais uma vez.

  7. Não adianta nada as mulheres q sofre abuso ficarem caladas. Isso simplesmente é pura humilhação, um homem achar q tem o direito de encostar em seu corpo com outras intenções, tem q humilhar mais ainda este homem expressando no momento do ato pra todos do transporte público!

  8. Concordo com as explanações dos internautas LEORNADO.C e VANESSA OLIVEIRA.
    Que coisa mais ridícula tentar fazer uma coisa errada se parecer engraçada,já deveriam ter cassado a concessão da GLOBO a muito tempo, essa rede de televisão se transformou num lixo com programas esdrúxulos e de gosto dúvidoso.

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