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Shadow woman. Photo: amylovesyah @ Flickr.

As Mulheres Que Não Existem

Existem certos estereótipos de mulheres sobre os quais ouve-se falar desde criança. Elas são como lendas, figuras mitológicas da modernidade, criadas e reproduzidas na cultura machista para tentar encaixar mulheres em papéis pré-definidos. Aprende-se a buscar ou evitar ser e encontrar essas mulheres que, apesar de não existirem, prendem e limitam as mulheres da vida real. Confira algumas das Mulheres Que Não Existem e liberte-se delas. Continue lendo

O que os homens não entendem sobre cantadas

Tradicional virada de pescoço pra checar a bunda da mulher

Tradicional virada de pescoço pra checar a bunda da mulher

Outro dia, li um post muito interessante no blog da Lola sobre cantadas de rua e machismo.

Começou com duas notícias. A primeira, de uma policial que prendeu um senhor por desacato quando ele a abordou em uma praça dizendo obscenidades. A segunda, uma moça que deu queixa na polícia e processou um rapaz por ter tentado roubar um beijo seu à força em uma van.

Entre os comentários, muita gente com aquele papo de que cantada de rua é elogio, que a mulher, no fundo, gosta de receber cantadas e que as que não recebem se sentem desvalorizadas. E que as que dizem que não gostam de cantadas estão mentindo. A maioria, homens, naturalmente.

O que os homens não entendem é o fator ameaça. O pedreiro que grita “Ô lá em casa” ou o tiozão sentado no boteco dando “Bom dia, princesa” podem parecer inofensivos, e até engraçados.

Mas quem acha engraçado é porque, provavelmente, não sabe que as mulheres têm medo. Continue lendo

Pelo direito a uma vida sem violência de gênero

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Hoje é Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher e gostaria de indicar alguns links fundamentais sobre o tema.

– Lá no Recém-Casada, tem post falando sobre marido agressor.

– A Júlia Reis fez uma matéria ótima sobre o tema, com direito a muitos números e entrevista com Maria da Penha, a mulher que dá nome à lei. Sabiam que ela perdoou o marido e continuou vivendo com ele depois de ele tê-la deixado paraplégica com um tiro nas costas enquanto dormia? Pois é. Ela só saiu de casa quando, mais tarde, ele tentou eletrocutá-la no banho.

– Srta. Bia fez um uma lista com reflexões sobre como combater a violência contra a mulher em suas várias formas. Como, por exemplo, ensinar a menina que chora por não ter cabelo liso que há beleza nas diferenças.

– A Marina Chevrand lembra de que cantada grosseira na rua também é violência: ela levou um tapa na bunda enquanto pedalava acompanhado de um “Gostosa”. Quem disse aos homens que eles têm o direito de nos tratar assim?

– A Lola sugere aos homens que não são agressores que façam sua sua parte para combater a violência contra a mulher. Escrever no blog, falar com os amigos, o que for. Os homens agressores precisam se sentir constrangidos e deslocados. Update: o Sakamoto fez a parte dele e escreveu um ótimo post com sua visão masculina da violência contra a mulher, de onde cito o seguinte trecho: “todos nós, homens, somos sim inimigos até que sejamos educados para o contrário. E tendo em vista a formação que tivemos, é um longo caminho até alcançarmos um mínimo de decência para com o sexo oposto.”

Este post faz parte da Blogagem Coletiva Pelo Fim da Violência Contra a Mulher.