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Gay pride flag with a heart.

Feliz Mês do Orgulho LGBTQIA

Estamos no mês do Orgulho “Gay” (já explico essas aspas aí).

Vejo gente torcendo o nariz e questionando o porquê do termo “orgulho”. O que tem pra se orgulhar em relação à orientação sexual ou identidade de gênero? Por que se fala em orgulho gay como algo positivo e em orgulho hétero como algo negativo?

Pois bem, acordei com vontade de falar do assunto. Continue lendo

Os cristãos, a ditadura gay e o que fazer

Amigo cristão,

Escrevo para você por conta desse tal vídeo do Boticário de Dia dos Namorados que mostra casais gays, e pelas pessoas que estão convocando os cristãos a criticarem o vídeo publicamente e a fazer um boicote à marca.

Eu te convido deixar os gays em paz.

Primeiro porque Continue lendo

Homofobia mata

A homofobia mata

Você aí que fica insistindo no seu direito de discriminar homossexuais, que fala que é questão de opinião, que se incomoda quando vê um casal gay de mãos dadas no shopping, que acha que eles tinham é que guardar demonstração de afeto pra própria intimidade, que fala em ditadura gay. Você é uma das pessoas que dá força para a intolerância que leva a isso aqui. Continue lendo

Tratamento para a cura do preconceito

Broche: "eu sou um preconceituoso em recuperação"

É super constrangedor quando a gente percebe que somos pessoas preconceituosas.

Geralmente, a gente fala algo preconceituoso sem perceber e alguém aponta nosso preconceito. Pode acontecer a qualquer momento: na mesa do bar, quando você soltou uma piadinha “inocente” e ofendeu um amigo, no jantar de Natal quando soltou uma besteira sobre a polêmica da semana e recebeu uma bronca do seu tio, num post que você publicou no seu blog e gerou uma onda de revolta, assistindo um programa de TV em que um entrevistado conta como pessoas exatamente como você transformam a vida dele num inferno.

A vergonha toma conta, a gente começa a querer se justificar, dizer que não teve a intenção, que foi criado assim, quer cavar um buraco no chão pra enfiar a cabeça e torce pra que todo mundo esqueça logo do que aconteceu…

Mas calma!! A boa notícia é que, sim, há cura para o preconceito! Aqui vai um passo a passo do tratamento para a cura de diversos preconceitos, como homofobia, racismo, machismo, intolerância religiosa e outros tantos.

1° Passo: Assumir
Não tente esconder. Seja corajoso para reconhecer o preconceito nos seus atos e palavras. A negação  de uma coisa ruim dentro da gente não faz com que ela suma, mas sim com que cresça enrustida.

2° Passo: Corrigir
Fez piada preconceituosa? Peça desculpas. Discriminou um amigo? Se retrate com ele. Pedir perdão não apaga a ofensa, mas é o primeiro passo para que ela não seja repetida.

3° Passo: Mudar
Se você percebeu que seu discurso é preconceituoso, mude-o. Mude a sua atitude. Cada vez que um pensamento preconceituoso pipocar na sua cabeça como reflexo a alguma coisa, policie-se para não fazer comentários discriminatórios e para mudar sua postura dentro da sua cabeça também. A mudança acontece de dentro pra fora.

4° Passo: Repetir
Preconceito não se cura do dia pra noite. É preciso repetir esse processo uma vez atrás da outra, sempre que necessário. Quanto mais a gente se cura de um preconceito, mais percebe que tem outros… No fundo, somos preconceituosos em recuperação. Assim como os alcoólatras e os viciados em drogas, temos que viver nossa luta contra esse mal dentro de nós um dia de cada vez, sabendo que, a cada preconceito que vencemos, contribuímos para construir um mundo melhor.

A “cura gay” mata

Homofobia mata

O senhor inFeliciano, comemorando que todos os olhos do Brasil estão voltados para a questão do transporte público, aproveitou para marcar para hoje a votação do projeto de lei que legaliza no Brasil o tratamento de “cura gay”  por psicólogos que é proibido desde 1999.

O Projeto de Decreto Legislativo nº234/11 (íntegra aqui) que será votado hoje propõe retirar o parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que proíbe que os psicólogos tratem homossexualidade como doença, adotem “ação coercitiva tendente a orientar  homossexuais para tratamentos não  solicitados”, proponham ou apóiem (publicamente ou não) “tratamento e cura das homossexualidades”.

Antes que vocês comecem a defender essa possibilidade, dizendo que “se a pessoa quer mudar, ela deveria poder receber ajuda”, gostaria de lembrá-los que a “cura gay” mata.

Esse “tratamento” submete o homossexual a anos de rejeição e tortura psicológica e leva muitos, mas muitos ao suicídio.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=doe37uAbA8A]

A maioria das pessoas submetidas ao “tratamento” da “cura gay” são jovens cristãos gays, internados à força pelos pais ou coagidos em um momento muito frágil, que é quando descobrem que sentem atração por pessoas do mesmo sexo e acham que vão para o inferno por isso. Eles ouvem que sua natureza é pecaminosa, nojenta, abominável e aprendem a se odiar.

Chega sempre o dia em que o jovem cristão gay percebe que sua natureza não vai mudar. Para alguns, isso leva à auto-aceitação e a uma ruptura com a igreja e a família que o rejeitam e se recusam a aceitá-lo como Deus o fez. Infelizmente, porém, para muitos outros, essa constatação leva ao desespero e à morte auto induzida, como aconteceu com este rapaz ou o personagem do filme acima.

Chega de empurrar jovens gays para a cova!!! Aproveitem esse sangue fervente coletivo que tomou os brasileiros nestes últimos dias e façam barulho!!

Homossexualidade não é doença! O que precisa de cura é a homofobia!! Abaixo a “cura gay”, abaixo o Feliciano, viva o amor e a tolerância!!

Update em 19/06/2013: infelizmente, a comissão deu parecer favorável a esse projeto monstro de lei, para a tristeza do Conselho Federal de Psicologia. Isso não significa que tenha sido aprovado (ainda vai passar por outras comissões), mas mostra que é preciso mais pressão, mais barulho, mas gente gritando a favor do respeito à diversidade.

O mundo está ficando muito chato… pra quem?

mundo_chato_megafone_gritando

Você aí, que reclama que as pessoas vêem preconceito em tudo, um minuto da sua atenção.

Você diz que o mundo está ficando “muito chato”, e eu te pergunto: chato pra quem?

Porque, para a minha amiga, o mundo é muito chato faz tempo, já que a cor da sua pele faz dela um alvo de discriminação desde que nasceu. É chato cada vez que alguém a chama de “moreninha”, que uma criança negra é confundida com um pedinte e maltratada pela cor da pele (e nada mais), que um estilista coloca palha de aço na cabeça das modelos e chama de “homenagem” ao cabelo negro, que alguém usa a expressão “cabelo ruim” com a maior naturalidade, que um cara na TV pinta a cara de preto e usa uma peruca terrível para fazer humor no papel de uma mulher negra, pobre e feia. Continue lendo

O primeiro casamento civil gay do Brasil

É com muita alegria que este blog ajuda a documentar mais um momento histórico do nosso país: hoje, dia 28 de junho de 2011, foi realizado o primeiro casamento civil gay do Brasil!

Primeiro casamento civil gay do Brasil

José Sérgio Sousa Moresi Sousa, comerciante, e Luiz André Rezende Sousa Moresi, cabeleireiro, oficializou nesta manhã no 1º Cartório de Registro Civil de Jacareí (São Paulo) a conversão de sua certidão de união estável em certidão de casamento civil, mediante autorização da justiçã (expedida por Fernando Henrique Pinto, juiz da 2ª Vara da Família de Jacareí, baseada no artigo 226 da Constituição Federal, que autoriza a mudança de união estável em casamento).

Esta autorização é fruto da decisão do STF de reconhecer a união estável gay, há dois meses. No dia seguinte à determinação do STF, o casal registrou sua união estável.

E sabem quais são os planos do casal? Compartilhar o plano de saúde e comprar, juntos, uma casa. Agora, eles tem esse direito, que nós, heterossexuais, temos desde sempre, sem medo do futuro!

Leia mais na matéria do UOL.

De pequenas conquistas se faz a vitória! Chega de homofobia no Brasil!

A José Sérgio e Luiz André, meus votos de felicidade!

Dia Internacional do Combate à Homofobia

Casamento gay

Hoje é Dia Internacional do Combate à Homofobia. Dia de lutar contra o preconceito e a intolerância, por uma sociedade mais equalitária, por mais respeito pelas pessoas.

Dia de parar para pensar porque mesmo que você torce o nariz quando vê um casal gay demostrando carinho em público. De refletir sobre a maneira como trata seus amigos, colegas e conhecidos gays, de pensar com sinceridade nas piadinhas e críticas que faz, pública ou secretamente, e admitir seu poder de magoar e ferir o seu próximo.

De entender que diferente não é errado, igual não é certo. Dia de celebrar a diversidade.

É dia de imaginar como seria terrível se, um dia, o mundo amanhecesse diferente e, de repente, ser hétero fosse considerado sujo, errado, imoral, alvo de chacotas e repúdio. De pensar em como seria ser vaiado por beijar seu marido ou sua esposa na escada rolante do shopping. Como seria levar uma lampadada na cabeça enquanto estiver andando na rua simplesmente por parecer hétero. De imaginar como seria triste se o casamento fosse proibido para você. Dia de não desejar esse mundo para ninguém, nem para os gays.

Coisa de menino, coisa de menina

Shiloh Jolie Pitt Suri Cruise

Shiloh, a filhinha de Angelina Jolie e Brad Pitt, e Suri, a filhinha de Tom Cruise e Kate Holmes.

Fui essa semana comprar um presentinho para uma amiga que tá grávida e não sabe o sexo do bebê. Só tinham coisinhas rosas com florzinhas ou azuis com carrinhos.

É assim mesmo. Desde pequenos, somos ensinados e ensinamos o que é coisa de menina e coisa de menino.

Menina brinca de boneca e casinha, menino de caminhão e carrinho.

Os meninos aprendem que “homem que é homem não chupa o mel, come a abelha”. Hombridade é sinônimo de bravura, coragem, força, chucknorismo.

As meninas aprendem que tem que se cuidar, estar sempre cheirosas (vovó mandava eu lavar “os baixos” três vezes ao dia!) e de cabelo penteado (cem escovadas antes de dormir). Não podem palavrão, entrar em briga ou fumar e devem sempre sentar de perna fechada. Feminilidade é delicadeza, beleza, amor, carinho, florzinhas.

Quando a gente cresce, apesar de descobrir que nossos gostos e preocupações não precisam ser ditados pelas nossas genitálias, nossos papéis continuam definidíssimos para uma boa parte da sociedade, como nos mostram os homens-macho do Papo de Homem.

Este post começa com o autor contando que ficou revoltado com um homem em um bar, que perguntou ao garçom as calorias de um chopp. Onde já se viu homem ficar se preocupando com aparência?

Diz ele que coisas como ler revistas de saúde, fazer drenagem linfática e peeling são (ou deveriam ser) motivo de “humilhação e depreciação coletiva” para os homens. São coisas de mulher, sabe? Deus os livre de se assemelhar a uma mulher! Continue lendo