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9 coisas que você sente quando passa por um divórcio

Solidão.

Comecei a assistir Grace and Frankie e já chorei e ri mil vezes. A série, que fala da vida de duas senhoras cujos maridos pedem divórcio para viverem um romance entre si, me fez reviver muitos momentos e sentimentos em relação à minha própria separação. Resolvi compartilhar, porque imagino que possa ter alguém por aí passando pelo mesmo….

1. Desespero

O primeiro sentimento que me bateu assim que a decisão de separar foi tomada foi o de perder o chão. Por anos e anos, aquele casamento foi a coisa mais importante da minha vida. Tudo gravitava ao redor da família que tínhamos criado. E então, acabou. E agora, José? Eu não tinha plano B… Continue lendo

Chupa, câncer!

Em cinco anos

Onde você se vê daqui a cinco anos?

A gente ouve esse tipo de pergunta em entrevistas de emprego, mas raramente pensa nisso em outro contexto. Eu não tenho a puta idéia de onde vou estar em cinco anos. Aliás, se eu olhar para trás, tenho certeza que a Cíntia daquela época tinha menos noção ainda do que iria se passar nos anos seguintes. Coisas boas e ruins além do que poderia imaginar…

Há cinco anos, começou uma contagem regressiva na vida de outra mulher. Suki saia da sua última sessão de quimioterapia. Para ser declarada oficialmente curada, ela teria que esperar até o dia de hoje, 20 de maio de 2015, com exames limpos e qualidade de vida. Continue lendo

Come again?

A gente fala, escreve, deixa nas entrelinhas ou grita, mas puta merda, como é difícil se comunicar, de fato, com outro alguém

Um pensamento, um sentimento, acontece aqui do lado de dentro. Envolve alguém e a gente quer que a pessoa saiba daquilo. É inexplicavelmente necessário que coloquemos pra fora. Aí a gente se expressa.

Acontece que, no caminho de dentro pra fora, a coisa vai se atrapalhando pra sair. Entala no peito, bate no esôfago, erra a respiração, raspa nos dentes. Continue lendo

Olhos pesados

Ando exausta. Tenho dormido pouco, comido mal, discutido muito, trabalhado até tarde. Faz tudo parte de um puta esforço pra me readaptar e ser feliz. Como dá trabalho, não?

Mas não posso reclamar, que a vida tem me sorrido e, entre um suspiro cansado e outro, eu olho pro lado e me vejo cercada de gente incrível, que me ama e me cuida, em condições confortáveis, abraçada por uma cidade que eu amo do fundo da alma.

Aqui é faca na caveira. Tem que ser. Bora lavar o rosto, tomar um café, mandar ver no corretivo e é nóis.

Heart tattoo on the wrist.

Sempre em frente

Tenho deixado o cabelo crescer, sem saber o que quero dele. Não sei mais se quero a tal franja, nem a cor que andei namorando, nem o side cut que tanto quis e ficou pra lá. Tô deixando ir pra ver onde vai.

Me olho no espelho e vejo algo de mais jovem em mim assim, de rosto fino e cabelos compridos, bagunçadinhos. De menos controlada. De mais à vontade.

Ouvi alguém dizer esses dias que cansou de tentar evitar riscos e decidiu mergulhar de cabeça no que a vida traz, porque nenhum receio pode ser maior que a vontade de sentir as coisas intensamente. Não como um guru-de-auto-ajuda; mais como aqueles moleques de jeans rasgado, joelho ralado, cicatriz no queixo e skate debaixo do braço, que insistem em aprender manobras novas just because.

Pensei muito a respeito, e Continue lendo

Moleskine com página em branco e caneta tinteiro. Foto: Derya/Flickr.

Recomeço

Acordei cedo, antes mesmo do despertador tocar. A luz entrava pela janela que deixei aberta, e já dava para ouvir um burburinho da escola em frente ao meu novo apartamento.

Há malas e sacolas por todo o quarto, em volta do meu colchão, que ainda está no chão (a cama só chega no meio do mês). Uma bela bagunça organizada. É um bom retrato de como está minha vida neste momento.

Mudar nunca é fácil. Dá trabalho, obriga a gente a repensar onde vai o que, a se adaptar e a inventar novos jeitos de fazer as coisas. Mas isso não é, necessariamente, ruim.

Dá desespero às vezes? Continue lendo