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Educação de futuros pais aumenta as chances de crianças serem adotadas

A semana começou com essa notícia linda: entre pessoas interessadas em adotar crianças no Brasil, diminuiu o número dos que exigem cor e idade para adoção. Isso significa que mais crianças terão chances de ganhar uma nova família (e, de quebra, ganhar pais ou mães mais tolerantes e de coração aberto)!

A matéria conta que uma das causas dessa mudança de pensamento foi o governo passar a obrigar os interessados a participar de cursos educativos oferecidos por ONGs e varas da infância e da juventude que tem o objetivo de conscientizar que a faixa etária não importa, já que filho é pra vida toda. Me emocionei!

Se você tem interesse, veja que bacana este infográfico do site do Senado explicando como funciona o processo de adoção no Brasil.

Como funciona o processo de adoção no Brasil. Fonte:  site do Senado.

 

Tratamento para a cura do preconceito

Broche: "eu sou um preconceituoso em recuperação"

É super constrangedor quando a gente percebe que somos pessoas preconceituosas.

Geralmente, a gente fala algo preconceituoso sem perceber e alguém aponta nosso preconceito. Pode acontecer a qualquer momento: na mesa do bar, quando você soltou uma piadinha “inocente” e ofendeu um amigo, no jantar de Natal quando soltou uma besteira sobre a polêmica da semana e recebeu uma bronca do seu tio, num post que você publicou no seu blog e gerou uma onda de revolta, assistindo um programa de TV em que um entrevistado conta como pessoas exatamente como você transformam a vida dele num inferno.

A vergonha toma conta, a gente começa a querer se justificar, dizer que não teve a intenção, que foi criado assim, quer cavar um buraco no chão pra enfiar a cabeça e torce pra que todo mundo esqueça logo do que aconteceu…

Mas calma!! A boa notícia é que, sim, há cura para o preconceito! Aqui vai um passo a passo do tratamento para a cura de diversos preconceitos, como homofobia, racismo, machismo, intolerância religiosa e outros tantos.

1° Passo: Assumir
Não tente esconder. Seja corajoso para reconhecer o preconceito nos seus atos e palavras. A negação  de uma coisa ruim dentro da gente não faz com que ela suma, mas sim com que cresça enrustida.

2° Passo: Corrigir
Fez piada preconceituosa? Peça desculpas. Discriminou um amigo? Se retrate com ele. Pedir perdão não apaga a ofensa, mas é o primeiro passo para que ela não seja repetida.

3° Passo: Mudar
Se você percebeu que seu discurso é preconceituoso, mude-o. Mude a sua atitude. Cada vez que um pensamento preconceituoso pipocar na sua cabeça como reflexo a alguma coisa, policie-se para não fazer comentários discriminatórios e para mudar sua postura dentro da sua cabeça também. A mudança acontece de dentro pra fora.

4° Passo: Repetir
Preconceito não se cura do dia pra noite. É preciso repetir esse processo uma vez atrás da outra, sempre que necessário. Quanto mais a gente se cura de um preconceito, mais percebe que tem outros… No fundo, somos preconceituosos em recuperação. Assim como os alcoólatras e os viciados em drogas, temos que viver nossa luta contra esse mal dentro de nós um dia de cada vez, sabendo que, a cada preconceito que vencemos, contribuímos para construir um mundo melhor.

A “cura gay” mata

Homofobia mata

O senhor inFeliciano, comemorando que todos os olhos do Brasil estão voltados para a questão do transporte público, aproveitou para marcar para hoje a votação do projeto de lei que legaliza no Brasil o tratamento de “cura gay”  por psicólogos que é proibido desde 1999.

O Projeto de Decreto Legislativo nº234/11 (íntegra aqui) que será votado hoje propõe retirar o parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que proíbe que os psicólogos tratem homossexualidade como doença, adotem “ação coercitiva tendente a orientar  homossexuais para tratamentos não  solicitados”, proponham ou apóiem (publicamente ou não) “tratamento e cura das homossexualidades”.

Antes que vocês comecem a defender essa possibilidade, dizendo que “se a pessoa quer mudar, ela deveria poder receber ajuda”, gostaria de lembrá-los que a “cura gay” mata.

Esse “tratamento” submete o homossexual a anos de rejeição e tortura psicológica e leva muitos, mas muitos ao suicídio.

A maioria das pessoas submetidas ao “tratamento” da “cura gay” são jovens cristãos gays, internados à força pelos pais ou coagidos em um momento muito frágil, que é quando descobrem que sentem atração por pessoas do mesmo sexo e acham que vão para o inferno por isso. Eles ouvem que sua natureza é pecaminosa, nojenta, abominável e aprendem a se odiar.

Chega sempre o dia em que o jovem cristão gay percebe que sua natureza não vai mudar. Para alguns, isso leva à auto-aceitação e a uma ruptura com a igreja e a família que o rejeitam e se recusam a aceitá-lo como Deus o fez. Infelizmente, porém, para muitos outros, essa constatação leva ao desespero e à morte auto induzida, como aconteceu com este rapaz ou o personagem do filme acima.

Chega de empurrar jovens gays para a cova!!! Aproveitem esse sangue fervente coletivo que tomou os brasileiros nestes últimos dias e façam barulho!!

Homossexualidade não é doença! O que precisa de cura é a homofobia!! Abaixo a “cura gay”, abaixo o Feliciano, viva o amor e a tolerância!!

Update em 19/06/2013: infelizmente, a comissão deu parecer favorável a esse projeto monstro de lei, para a tristeza do Conselho Federal de Psicologia. Isso não significa que tenha sido aprovado (ainda vai passar por outras comissões), mas mostra que é preciso mais pressão, mais barulho, mas gente gritando a favor do respeito à diversidade.

Prostitutas felizes? Que afronta!

Campanha Sem Vergonha de Usar Camisinha
Aí que o Governo Federal fez um cartaz em comemoração ao Dia Internacional da Prostituta para as redes sociais com uma foto de uma mulher sorrindo, com cara de orgulhosa, e a frase “Sou feliz sendo prostituta“. Advinha, né? Bafafá, gente ofendida, ministro da Saúde mandando apagar a foto, toda uma polêmica.

Acho engraçada essa demonização da prostituta como a destruidora de famílias, o pivô da separação, a causadora da traição, e não dele, o homem que procura os serviços das prostitutas.

Porque se existe mulher cobrando por sexo é porque existe homem pagando. Simples assim.

Não que haja qualquer coisa de errado entre dois adultos fazendo sexo de comum acordo. Mas, pelo que nos contam as profissionais do sexo, grande parte são homens casados, “pais de família”. Estes, sim, traidores e destruidores de lares, enganando suas esposas e namoradas, quebrando o compromisso que eles assumiram por vontade própria de serem fiéis a elas.

Mas não. O povo marginaliza a prostituta, essa sem vergonha, vagabunda, rameira. Querem mais é que elas morram todas de doenças venéreas e sumam da face da terra (apenas em teoria, né. Porque, de noite, os clientes querem ter a quem recorrer por sexo pago). Quando elas aparecem numa foto com a mão no peito e falam (e repetem) que sim, são felizes com sua profissão e, sim, gostam do que fazem, é uma afronta à sociedade… um crime!

Fui fuçar a história do cartaz. O cartaz faz parte de uma campanha de saúde pública que tem como objetivo diminuir o estigma da prostituição associada à infecção pelo HIV e Aids.

A mulher da foto é uma das participantes do grupo Maria Semvergonha, um dos muitos movimentos que lutam pelos direitos das prostitutas e contra a violência, além de realizarem palestras e workshops de conscientização em relação a prevenção de doenças venéreas e cuidados da saúde de maneira relevante para mulheres que trabalham com o corpo.

Quanto mais as prostitutas se cuidarem para evitar doenças, melhor pra todo mundo. Inclusive pra você aí, mocinha de família que me lê, que pode estar morando com um destruidor de lares sem nem saber…

Vamos parar de tacar pedra nas Genis?

O mundo está ficando muito chato… pra quem?

mundo_chato_megafone_gritando

Você aí, que reclama que as pessoas vêem preconceito em tudo, um minuto da sua atenção.

Você diz que o mundo está ficando “muito chato”, e eu te pergunto: chato pra quem?

Porque, para a minha amiga, o mundo é muito chato faz tempo, já que a cor da sua pele faz dela um alvo de discriminação desde que nasceu. É chato cada vez que alguém a chama de “moreninha”, que uma criança negra é confundida com um pedinte e maltratada pela cor da pele (e nada mais), que um estilista coloca palha de aço na cabeça das modelos e chama de “homenagem” ao cabelo negro, que alguém usa a expressão “cabelo ruim” com a maior naturalidade, que um cara na TV pinta a cara de preto e usa uma peruca terrível para fazer humor no papel de uma mulher negra, pobre e feia. Continue lendo

Cabelo ruim, cabelo bom

Cabelo ruim. Tá aí uma expressão que eu abomino.

“Good Hair”, documentário de Chris Brown sobre a “síndrome do cabelo bom” que assola a comunidade negra nos EUA.

Por que raios as pessoas pressupõem (e perpetuam, cada vez que usam a expressão) a idéia de que cabelo crespo/cacheado é ruim e cabelo liso é bom?

Cabelo bom, para mim, é cabelo saudável, bem hidratado, cheiroso, sem pontas duplas. Cabelo ruim é o oposto disso. Liso, crespo, ondulado, cacheado, ralo, volumoso, curto, longo, tanto faz. Todos tem suas particularidades, seus jeitos de ficar lindos e medonhos.

Meu sonho é ter uma filhota de cabelo cacheado. Já fico me imaginando enrolando os dedos nos cachinhos (enquanto ela deixar e não me chamar de chata). Outro dia, quando contei isso, o povo me rechaçou. “Sua filha vai te xingar por ter desejado isso pra ela”.

Pô, gente.

A beleza da vida está na diversidade. Feio é todo mundo ter a mesma cara, o mesmo cabelo, a mesma fala, sem opinião, sem personalidade.

Eu não quero que minha filhota se sinta estranha por ter o cabelo que vier a ter. Não quero que ela viva como uma das moças de Good Hair, que raspam o cabelo e usam peruca, porque simplesmente não suporta ter o cabelo que tem ou, pior, porque ele está destruído pela quantidade absurda de química usada.

Baixo astral demais, gente. Conheci duas amigas africanas, de cabelo crespo, que vivem de bem com suas madeixas, vindas de países em que, suponho, não existe esse preconceito. E elas são lindas, parecem auto-confiantes e seus penteados são demais – do black power ao turbante (outro dia, me ensinaram a fazer turbante, mas ficou ridículo em mim!).

Vamos colaborar prum cenário assim por aqui também? Vamos parar de dividir cabelos, cor da pele, formato do corpo, cor do olho e outras particularidades de cada um entre “bom” e “ruim”? Pra minha filhinha, quando chegar ao mundo, ser feliz do jeito que ela sair!

Vale uma homenagem às minhas crespas e cacheadas favoritas da vida!

Cabelo bom

Lara Januário, Lili Ferrari, MaWá e Thaís Souza, essas lindas!

Coisa de menino, coisa de menina

Shiloh Jolie Pitt Suri Cruise

Shiloh, a filhinha de Angelina Jolie e Brad Pitt, e Suri, a filhinha de Tom Cruise e Kate Holmes.

Fui essa semana comprar um presentinho para uma amiga que tá grávida e não sabe o sexo do bebê. Só tinham coisinhas rosas com florzinhas ou azuis com carrinhos.

É assim mesmo. Desde pequenos, somos ensinados e ensinamos o que é coisa de menina e coisa de menino.

Menina brinca de boneca e casinha, menino de caminhão e carrinho.

Os meninos aprendem que “homem que é homem não chupa o mel, come a abelha”. Hombridade é sinônimo de bravura, coragem, força, chucknorismo.

As meninas aprendem que tem que se cuidar, estar sempre cheirosas (vovó mandava eu lavar “os baixos” três vezes ao dia!) e de cabelo penteado (cem escovadas antes de dormir). Não podem palavrão, entrar em briga ou fumar e devem sempre sentar de perna fechada. Feminilidade é delicadeza, beleza, amor, carinho, florzinhas.

Quando a gente cresce, apesar de descobrir que nossos gostos e preocupações não precisam ser ditados pelas nossas genitálias, nossos papéis continuam definidíssimos para uma boa parte da sociedade, como nos mostram os homens-macho do Papo de Homem.

Este post começa com o autor contando que ficou revoltado com um homem em um bar, que perguntou ao garçom as calorias de um chopp. Onde já se viu homem ficar se preocupando com aparência?

Diz ele que coisas como ler revistas de saúde, fazer drenagem linfática e peeling são (ou deveriam ser) motivo de “humilhação e depreciação coletiva” para os homens. São coisas de mulher, sabe? Deus os livre de se assemelhar a uma mulher! Continue lendo

Manifesto contra a defesa da homofobia

Deus ama Gays
Ouviram a última do Mackenzie? A universidade publicou em seu site um manifesto contra o Projeto de Lei 122 (veja aqui o andamento e aqui a íntegra) que, se aprovado, tornará crime a homofobia.

No texto, o chanceler Augustus Nicodemus Gomes Lopes, líder da instituição mantenedora da universidade (Instituto Presbiteriano Mackenzie), se posiciona em nome da Igreja Presbiteriana do Brasil, “Associada Vitalícia do Mackenzie” (ínegra aqui):

“A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais“.

Acho engraçado ele dizer que pregar contra a homossexualidade não é homofobia.

Educar uma comunidade dizendo que é errado ser gay e que a homossexualidade não deve ser aceita dentro de casa ou do templo é a definição exata de homofobia. Preparar a comunidade para se escandalizar diante de um casal gay trocando um beijo no shopping é semear a homofobia. Dizer a um jovem cristão que se descobre gay que ele deve abandonar sua homossexualidade (?) e orientá-lo a viver uma vida dentro do armário (forçar-se a ser hetero) é, sim, homofobia.

Acho engraçado, também, essa atitude reacionária de tentar virar a mesa e se fazer vítima. Essa postura de dizer que a lei que criminaliza a homofobia cerceia meus direitos.

Quer dizer, tudo bem que os gays não tenham direito de oficializar seus casamentos nem adotar crianças. Tudo bem que não possam andar de mãos dadas em qualquer rua sem serem hostilizados. Que morra um gay a cada dois dias no Brasil vítimas da intolerância. O que não é certo é que eu não tenha o direito de dizer em alto e bom som que acho que eles estão errados e devem mudar.

Também acho engraçado esse argumento de que os gays não precisam de uma lei específica para protegê-los de preconceito, já que existe uma que garante os direitos de todos. Por acaso o chanceler é contra a lei Maria da Penha e lei anti-racismo, leis semelhantes que criminalizam o preconceito e a violência contra grupos específicos?

E essa de qualquer cidadão poder expressar suas crenças religiosas? Foram pessoas como o chanceler que defenderam a liberdade de expressar sua crença de que judeus e negros são cidadãos de segunda classe, baseando-se em passagens bíblicas, na época da escravatura e do Holocausto.

Agora, o que eu não acho nada engraçado é uma universidade conceituada publicar esse tipo de posicionamento homófobico para servir de “orientação à comunidade acadêmica”.

Aí vocês me dizem, Cíntia, o Mackenzie é uma universidade particular mantida por uma instituição religiosa. Tem todo o direito de se posicionar como quiser.

Por que, então, na hora de selecionar os alunos que pagarão quatro anos de mensalidades salgadas o Mackenzie não faz questão de se posicionar? Por que aceita ateus, gays, pessoas que fazem sexo antes do casamento?

Se dentro do Mackenzie o cristianismo parou no tempo, dentro das famílias de seus fundadores, a realidade é outra.

Eu, como tataraneta do reverendo Matatias Gomes dos Santos, um dos fundadores da Igreja Presbiteriana do Brasil que dá nome a um auditório do Mackenzie, venho aqui me manifestar a favor do PL 122, contra a homofobia, a favor dos direitos civis dos homossexuais e a favor de uma igreja inclusiva.

Foto: Gay Guide Toronto.

Update: todo Projeto de Lei é acompanhado por uma justificativa. A do PL 122, que se encontra no fim da sua íntegra, diz que “Não trata-se aqui de defender o que é certo ou errado. Trata-se de respeitar as diferenças e assegurar a todos o direito de cidadania.” Assino embaixo.

É só de brincadeira

Aí que saiu no jornal que rolou um tal de Rodeio da Gorda na UNESP.

A brincadeira era assim: durante a festa da faculdade, o rapaz tinha que se aproximar de uma menina gorda (quanto maior, melhor), agarrá-la e sussurrar na orelha “você é a coisa mais gorda que já vi” e tentar segurar a moça em fúria pelo maior tempo possível, fingindo que ela era um boi de rodeio. Quem ficasse mais tempo em cima, ganhava. Tá tudo explicadinho aí na comunidade do Orkut que fizeram pra reunir os participantes.

Vai, admite que você não achou engraçado? Principalmente quando lê que os amigos do “peão” berravam “pula, gorda-bandida“?

“Era só brincadeira”, falou um dos autores do divertidíssimo jogo, que fez até comunidade no Orkut pra reunir os participantes.

Claro que é brincadeira. É engraçado ver uma menina gorda se contorcer como um boi de rodeio, vai.

Tortura em Abu Ghraib

Brinks!!

Sabe o que também é engraçado? Jogar ovo podre da janela do seu apê nos mendigos e putas que passam na rua. E botar fogo no mendigo que está dormindo, pra vê-lo acordar desesperado, correndo pela rua? Hilário. Deixar presos muçulmanos pelados, com um saco na cabeça e uns cachorros latindo enquanto eles fazem poses sexuais uns com os outros, o que é pecado na religião deles, e ainda tirar umas fotos fazendo um joinha pra mandar pros amigos? De chorar de rir.

O preconceito engraçado é o pior de todos. Porque é tolerado pela sociedade. É passado pra frente. É cometido sem culpa.

Mas eu não vejo diferença no comportamento dos peões do Rodeio da Gorda do dos guardas de Abu Ghraib ou dos assassinos do Índio Galdino. Estamos falando de níveis diferentes de violência, ok, mas a base é a mesma: humilhar os outros para a própria diversão.

Pra mim, é a mesma coisa.

Update: O Ministério Público abriu um inquérito pra apurar o ocorrido e ver quais são as punições cabíveis por lei. Mandei um e-mai revoltadinho pra reitoria da faculdade (os e-mails deles estão aqui) e o vice-reitor, Ivan Rocha, me respondeu que “faremos todo o possível para apurar os fatos e aplicar a lei cabível para um gesto de tamanha irresponsabilidade e desrespeito.”

Update 2: segundo notícia do G1, em outubro de 2011, dois dos três envolvidos fizeram um acordo com o Ministério Público e “tiveram que doar 20 salários mínimos em cestas básicas, cada um, para três instituições assistenciais e escaparam do processo”. O terceiro se recusou a fazer acordo por não se considerar culpado de nada e sua condenação, divulgada pelo MP no dia 14 de maio de 2013, foi pagar 30 salários mínimos (equivalente a R$ 20,3 mil) de indenização por danos morais (o dinheiro será pago a um fundo de reparação ligado à Promotoria).