Querer deve bastar

Tell Me What You Want.
Uma amiga minha contou, certa vez, muito irritada, que fora a uma feira com marido e filho. Depois de comprar tudo de saudável e orgânico, chegou à barraca do pastel. Toda animada, quis um. O marido, sendo chato, perguntou: “é necessário?”. Era lógico que não. Pastel nunca é necessário. Mas ela queria.

E lá estava eu, discutindo com minha psicóloga sobre algo que eu queria, mas teria que incomodar algumas pessoas para fazer acontecer, e perguntava, sofrendo: “por que eu preciso disso?”. E ela me respondeu, com uma dessas voadoras no peito que ela gosta de me dar de vez em quando: “não precisa precisar. Querer deve bastar”.

A gente vive em meio a mil construções sociais que nos ditam o que é certo e errado, o que é adequado ou não, o que esperam de nós, o que podemos ou não devemos querer. E a gente vive a vida confrontando nossos quereres com isso tudo, e não raro, tentamos negar, contornar ou até sufocar nossas vontades por serem consideradas inadequadas.

Uma das decisões que tomei nessa minha nova fase é respeitar minhas vontades e me fazer bem, independente do que vão pensar. Claro que estou partindo da premissa do respeito ao próximo e de ter consciência das consequências das nossas escolhas, e tudo mais.

Mas se a gente consegue reconhecer nosso querer, assumi-lo, respeitá-lo e tomar coragem para transformar em ação, as angústias da vida parecem ser menores e a jornada parece valer mais a pena.

Foto: quadro daqui com trecho da música das Spice Girls, Wanna Be, que diz “me diz o que você quer, o que você quer mesmo”.

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