Moleskine com página em branco e caneta tinteiro. Foto: Derya/Flickr.

Recomeço

Acordei cedo, antes mesmo do despertador tocar. A luz entrava pela janela que deixei aberta, e já dava para ouvir um burburinho da escola em frente ao meu novo apartamento.

Há malas e sacolas por todo o quarto, em volta do meu colchão, que ainda está no chão (a cama só chega no meio do mês). Uma bela bagunça organizada. É um bom retrato de como está minha vida neste momento.

Mudar nunca é fácil. Dá trabalho, obriga a gente a repensar onde vai o que, a se adaptar e a inventar novos jeitos de fazer as coisas. Mas isso não é, necessariamente, ruim.

Dá desespero às vezes? Dá. Saudades da sensação de segurança? Arram. Bate uma vontade louca de voltar pra zona de conforto, onde tudo tinha seu lugar e direção? Ô.

Mas tudo bem, porque medo é uma reação natural, e a gente vai com medo mesmo. Do receio, faço frio na barriga, sabendo que, ainda que tenham espinhos pelo caminho, tem sempre algo de bom, de refrescante, de positivamente surpreendente também.

Minha vida tomou um novo rumo, e pretendo percorrê-la apreciando cada coisa de bom que encontrar pela frente. Vou tateando no escuro, experimentando. Recomeçar é redescobrir. Não ter planos é uma forma de liberdade.

Acordei otimista, hoje…

Foto: Derya/Flickr.

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